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Novos medicamentos podem reduzir os efeitos colaterais

Publicado em 15.06

Há dois tipos básicos de depressão. Uma é a reativa, que ocorre como uma reação a alguma perda, como a de um filho. A outra é a química, provocada por um desequilíbrio de substâncias que regulam a atividade cerebral, que são os neurotransmissores. Entre os idosos, é esse o tipo mais comum.

O principal motivo para essa peculiaridade é que o cérebro sofre com o envelhecimento um processo semelhante ao de outros órgãos. Assim como os músculos ficam mais frágeis e os ossos mais fracos, o cérebro também está sujeito a consequências com o passar do tempo. Com a idade, há uma queda na produção dos neurotransmissores.

– Isso ocorre principalmente com a serotonina e a adrenalina, que muitas vezes ficam em baixa. Por causa disso, os idosos acabam entrando em depressão – enfatiza o geriatra João Senger.

Para reequilibrar a química, os médicos lançam mão de antidepressivos que agem nas duas substâncias separadamente.

Em muitos casos, os pacientes precisam tomar dois remédios, o que aumenta os riscos de efeitos colaterais fortes, como tonturas e quedas. Mas nos últimos anos, a ciência desenvolveu novos tipos de antidepressivos, chamados de duplo mecanismo.

Segundo Senger, essas drogas agem tanto na serotonina quanto na adrenalina em um único comprimido, vantagem que ajuda na eficiência da recuperação e traz menos efeitos colaterais.

Outra novidade que vem ganhando espaço na medicina é a descoberta de um tipo diferente de depressão: a vascular. Nesse caso, a causa do desequilíbrio de substâncias do cérebro está no sistema circulatório e neuroquímico. Mal irrigado, o cérebro sofre comprometimento de suas funções, podendo levar a quadros de depressão, por falta de nutrição dos neurônios.

– Esses casos são de difícil tratamento, pois respondem mal ao uso de medicamentos antidepressivos. O tratamento deve ser focado na causa, que pode ser, por exemplo, uma isquemia cerebral ou problemas no coração – explica Senger.



Fonte: Zero Hora